quarta-feira, 9 de abril de 2014

Quando o céu beija a terra (Avivamento com aliança)

Nosso Deus é um deus de milagres, sinais e maravilhas. Grandes coisas podem acontecer quando a presença de Deus é manifestada no meio de seu povo. Ele mesmo deseja andar no nosso meio (E habitarei no meio dos filhos de Israel, e lhes serei o seu Deus - Êxodo 29:45), e evidenciar sua Presença Santa, trazendo santificação, salvação, libertação, cura e sinais (Marcos 16:17-18). Ele deseja beijar o planeta com sua graça, trazer à superfície da terra a atmosfera dos céus, a adoração que lá já existe, e que está destinada para o deleite de sua igreja pra sempre. O que faremos aqui é encontrar princípios que nos permitam ser adoradores que atraem SUA presença, que fazem o céu beijar a terra.


Moisés: Avivamento com aliança (Êxodo 33:7-10)
Deus se encontrava com Moisés numa tenda fora do acampamento, esse lugar era chamado de “Tenda do encontro” e ali uma nuvem de glória vinha e Deus falava com Moisés face a face (como se fala com um amigo). Algumas coisas são interessantes nessa passagem:

1°) A tenda era fora do acampamento. 

Com o episódio do bezerro de ouro se evidenciou que o povo era de “dura cerviz” e era impossível o povo conviver com a Santidade de Deus sem que fossem mortos. Por isso a tenda do encontro foi colocada fora do arraial do povo de Deus. O povo não estava preparado espiritualmente para conviver com um contato mais direto com o Senhor, então isso ficava com Moisés. Aprendo aqui que muitas vezes é necessário sair da multidão pra buscar algo mais profundo com o Senhor. As celebrações coletivas são muito boas, elas edificam nossa fé com o poder da unidade (Salmo 133), mas são insuficientes para a vida espiritual sadia de um cristão. Os grandes avivamentos não começaram com muitas pessoas, mas com pequenos grupos de oração, com simplicidade e sinceridade na busca ao Senhor.

É necessário se retirar do glamour das celebrações das multidões, assim como Jesus pra estar a sós com o Pai em oração (Mateus 14:23). Penso em Moisés e Josué andando pra longe do povo em direção do encontro com Deus, deixando pra trás o conforto de suas tendas, em meio ao calor ou ao frio do deserto, pra buscar direção de Deus pra toda uma geração (bem difícil e desobediente por sinal). Nós também precisamos aprender o caminho da solidão, do lugar secreto, da tenda do encontro, pra sermos resposta de Deus em nosso geração.

2°) As pessoas observavam Moisés entrar na “Tenda do encontro” na porta de suas tendas.
O que me chama atenção é o povo ficar somente observando Moisés sem nenhuma atitude, e a impressão que dá é de inércia, como se eles ficassem esperando se algo realmente iria acontecer com Moisés (se ele morreria, se iria mesmo a tenda, se Deus iria mesmo vir). Apenas Josué acompanhava o profeta do Senhor, o que nos mostra que a tenda não era apenas para Moisés, mas para todo que quisesse “buscar ao Senhor” (Ver Êxodo 33.7).

"Buscar" parece não ser um exercício muito bem quisto em nossos dias, parece que estamos muito mal acostumados esperando outros cavarem os poços por nós, outros receberem uma nova revelação da palavra por nós, outros adorarem pra trazer a presença de Deus que queremos ter, outros se levantarem como missionários por nós. Buscar sempre nos desafiará a sair do lugar de conforto para um compromisso, uma aliança. Deus não vai se manifestar no meio de pessoas descompromissadas com sua aliança (sua palavra). Buscar avivamento sem compromisso com os princípios da palavra é apenas buscar uma experiência “carnal-espiritual”, apenas um êxtase, um frenesi que nos toca por um breve momento e vai embora sem deixar as marcas de transformação do caráter de Cristo.

Os Céus só vem sobre aqueles que amam e se comprometem com ele, buscando-o mais que TUDO. É algo precioso demais, precisa ser cavado, minerado nas cavernas do coração.

3°) Todo povo via a nuvem, observava com atenção e se curvava para adorar.
A glória de Deus faz diferença na vida de que o busca. A vida de Moisés serviu como um testemunho para a toda aquela geração. A presença de Deus na vida de Moisés inspirava temor, respeito na vida do povo. A palavra diz que eles ao perceberem de longe a nuvem de glória, se prostravam para adorar. A própria presença de Deus é quem nos justifica. Gosto muito de um citação do
 famoso escritor, filósofo e poeta americano, Ralph Waldo Emerson, que diz: O que você faz fala tão alto que não consigo escutar o que você diz. Podemos ver que o realmente conta para a multidão não é o que se prega, mas o que se vive e como se vive. 
Como igreja temos sido desafiados a ir além dos domingos, além de uma religiosidade, mergulhar na profundidade da graça de um relacionamento com o PAI. É isso que vai causar impacto nessa geração, não será o ruído das nossas celebrações (Amós 5:23-24), será o som da adoração que serve, rio de justiça. Que nossas vidas inspirem adoração AO SENHOR aonde quer que passarmos.

Creio que esse encontro (relacionamento) de Moisés com Deus é muito rico de lições para nós hoje, creio que ele é um lindo exemplo do céu beijando a terra. Nos mostrando que esse encontro é algo muito mais que um momento tocando a glória, mas é uma vida inteira, (grande parte passando pelo deserto, mas sem perder a beleza da comunhão com o Salvador) imersos no rio da presença (Ez 47:1-12) que nos dá razão de ser e existir, nos fazem parte da incomparável glória de Deus.

Que Deus nos abençoe!

Carlos Santos Jr.