quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tempo de Avivamento ou Arrependimento?


Por Carlos Antonio Santos

“Naquele dia o Soberano, o Senhor dos Exércitos, os chamou para que chorassem e pranteassem, arrancassem os seus cabelos e usassem vestes de lamento. Mas, ao contrário, houve júbilo e alegria, abate de gado e matança de ovelhas, muita carne e muito vinho! E vocês diziam: "Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos. O Senhor dos Exércitos revelou-me isso: "Até o dia de sua morte não haverá propiciação em favor desse pecado", diz o Soberano, o Senhor dos Exércitos.”
Isaías 22:12 e 13.

Essas palavras foram declaradas ao povo de Deus e cumprida aproximadamente no ano 587, quando os babilônicos invadiram e destruíram Jerusalém. Na época de se cumprir essa profecia, estas palavras de Isaías teriam ficado de pé por 114 anos, aguardando seu cumprimento. Ou seja, o Senhor os alertou por 114 anos para então executar seu juízo sobre a terra. Isso nos mostra sua paciência que atravessa gerações e seu juízo que nos corrige com pulso firme de um Pai.

Tenho pensado muito em nossa geração de cristãos no Brasil e no “tipo” de evangelho que temos vivido em nossas igrejas. E tenho chegado a conclusão que este não é um tempo de avivamento, como muitos tem pregado, mas sim um tempo de arrependimento e quebrantamento. É tempo de olharmos para dentro de nós e reconhecer nossos orgulhos, vaidades e pecados e lançá-los aos pés de Cristo. Queremos brilhar a luz num mundo em trevas mas nos escondemos na penumbra das nossas próprias vontades. Queremos tirar o cisco que está no olho do nosso irmão, e não damos conta da viga que está em nosso próprio olho.

Ao ler Isaías 22, que foi escrito num outro tempo e lugar, ouço Deus falar em meu coração que é tempo para chorar, prantear, raspar a cabeça, e usar vestes de lamento por nossa geração que cresce fora da verdadeira presença de Deus, que perece por falta de conhecimento de quem Deus é. Geração que busca no álcool, drogas e sexo uma aceitação, um amor que já foi por Deus demostrado e escancarado pela morte de Jesus Cristo na cruz do Calvário. Pois só o amor de Deus nos preenche por completo e só um relacionamento real com ELE nos faz ter razão e sentido nessa vida curta e passageira.

Mas parece que continuamos a jubilar uma falsa alegria provocada por ritmos musicais e frases de autoajuda, continuamos com o abate de gado e matança de ovelhas, sacrifícios vãos de uma lei, conjunto de regra de conduta, sem amor e sem verdade, nossa festa de muita carne e muito vinho! E pensamos: "Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos". Ou ainda indagamos: “Que desperdício deixar de desfrutar das coisas boas da vida!”. Parece até que nossa vida termina aqui, e que não vamos estar com Jesus na eternidade.

Necessário nos é nascer da água e do Espírito e para isso precisamos morrer pra nós mesmos. "Até o dia de sua morte não haverá propiciação em favor desse pecado", diz o Soberano, o Senhor dos Exércitos.” É preciso matar nossa cobiça pelo dinheiro e bens materiais, cobiça por aceitação e reconhecimento das outras pessoas, pois em Tiago 1.14 diz: “Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido”. Que possamos despertar agora mesmo pois ainda que a misericórdia do Senhor dure mais que 114 anos, seu juízo virá e nos corrigirá pois a promessa é que Ele virá arrebatar um noiva santa, sem mancha, sem rugas, lavada no sangue do Cordeiro.
Que Deus nos ajude!
No amor e temor do Senhor – Carlos Antonio Santos.